terça-feira, 26 de julho de 2011

TEMPOS DE VIVER A INVERSÃO DE VALORES

Como sempre sinto uma necessidade de aproveitar alguns dos textos enviados por amigos expondo-os aqui, não como situação de plágio, apropriação do intelecto de alguém, mas sim porque tenho certeza que os temas passam despercebidos ou melhor, ignorados, mal interpretados e arrazionados sem qualquer fundamento.



E, como observadora de alguns temas exponho , por vezes as avessas abarcando algum significado ou aprendizado para a vida corrida dos novos tempos em que os valores morais e/ ou educacionais seguem caminhos e situação inversa.



Cá está um deles:



"A moral do cascudo" Por Zeca Baleiro (Escritor, Compositor e Cantor)



Há tempos atrás uma deputada brasileira criou projeto de lei que, propunha que o cidadão que presenciasse um pai batendo no próprio filho teria o direito de denunciá-lo. Este pai, por sua vez, poderia vir a ser condenado caso se comprovasse a "agressão". Curioso, pensei. E perigoso também. Antes de tudo, é preciso diferenciar agressão, espancamento e outras barbaridades com o direito – legítimo, penso eu – de pais e mães aplicarem bons "corretivos" nos seus petizes, apesar de isto parecer cada vez mais obsoleto neste tempo de correções políticas e farta hipocrisia. Há modalidades várias de corretivos, é bom lembrar. Vão desde a hoje folclórica palmada na bunda até a chinelada clássica. Meu pai, um homem amoroso mas firme, conta, com orgulho interiorano, ter batido nos seus filhos mais velhos com um "relho", chicote de cavalos feito com couro trançado. Fala rindo. E diante dos risos dos filhos castigados, que se deliciam nas festas familiares com a (felizmente) longínqua lembrança. Não era um gesto violento, mas uma atitude de efeito "moralizador" – costuma ele dizer. Nenhum dos filhos parece ter ficado com alguma sequela psicológica, muito menos física. Eu, por ser a "rapa-de-tacho" da família, escapei da terrível sentença. Mas levei, aqui e ali, um tapa-no-pé-do-ouvido ou pescoção. De todos os "castigos" que recebi na infância, no entanto, o que sempre me pareceu mais cruel (e por isso quem sabe mais eficaz) foi o cascudo. Para quem não se lembra ou não está ligando "o nome à pessoa", aqui vai: "cascudo", segundo o dicionário "Houaiss", é uma "pancada na cabeça com o nó dos dedos dobrados". Sei que a palavra "pancada" faz o gesto parecer mais violento do que de fato é, mas no mesmo dicionário há outros sinônimos mais brejeiros – cacholeta, cocorote, coque, castanha, etc. Não quero aqui fazer apologia da violência, absolutamente não. Primeiro porque não sou adepto de nenhuma prática que use ou abuse da força. Mas, também, porque sei que é um suicídio falar nesse assunto publicamente nestes tempos de patrulha de comportamento, de catequese de boas maneiras sociais. Pobre do pai que confessar bater nos filhos hoje em dia. Será automaticamente condenado. Portanto, não parece tão absurdo que alguém imagine uma lei de tal natureza como essa de que falei acima. Há um livro, "O Reizinho Mandão", verdadeiro clássico da literatura infantil, da escritora Ruth Rocha, que narra a história de um reizinho mimado e autoritário que dita regras estapafúrdias como "é proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de lua cheia" ou "é proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês". O cara só se ajeita quando ao final recebe o merecido castigo. Ok, deixemos cada pai com seus próprios métodos corretores. Mas poderíamos pensar em manter a prática do cascudo para algumas personalidades públicas brasileiras com o perfil do personagem de Ruth – mandão, mimado, autoritário e cheio de si. Bastaria um, um bem aplicado cascudo, sem violência de linchador, mas com firmeza de pai, para dotar o cidadão de bíblica humildade e repentina lucidez, fazendo-o despertar de seu transe de onipotência e arrogância, de sua embriaguez oligárquica. Tivesse Eu autoridade para tal, sairia por aí distribuindo cascudos a um monte de gente – políticos pés-de-chinelo, jornalistas irreponsáveis, celebridades chulas, jogadores de futebol indolentes e artistas demagogos. Tudo com apenas um, um cascudinho bem aplicado no quengo do cristão. Nada mais.



sábado, 23 de julho de 2011

NUM FUTURO NÃO TÃO DISTANTE

Finalmente um novo milênio!
- Sim, mas e daí?

- Como está o processo evolutivo cultural, tecnológico, científico, social, econômico, político, moral, ético ou religioso desse mundo globalizado?

Xiiiii... penso que não aconteceu qualquer pacificação entre esses fatores. Assisto apenas a existência e a persistência dos festivais de senões. A diferença encontra-se no engodo do meios de comunicação frente a sociedade quando afirma, confirma e agita movimentos para os chamados Direitos de Existência e Consistência.

- Consistência? Danou-se...

Diante de tantas afirmações e confusões do milênio peço licença ao meu grande Guru para reproduzir aqui o texto que me enviou dia desses.

Comentários a parte. Todos estamos em situação de suspense criminal diuturnamente quanto a palavra proferida ou um ato praticado sob a implícita inocência da comunicação .

É só atentar para o cotidiano, e pronto... estamos presos e processados.

- O que nos reserva tal milênio?

Leiam aí o texto.


"NUM FUTURO NÃO TÃO DISTANTE...

Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há séculos. Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto:

- Oswaldo, sua bichona! Quanto tempo!!!

E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Oswaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.

- Você vai pra delegacia! – Disse o policial que costuma frequentar o mercado.

Eu sem entender nada perguntei:

- Mas o que que eu fiz?

- HOMOFOBIA! Bichona é pejorativo; se ainda dissesse: “grande homossexual”, tudo bem.

Nessa hora antes mesmo de eu me defender o Oswaldo interferiu tentando argumentar:

- Que isso doutor, o "Marcão quatro-olhos" aí é meu amigo dos tempos de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!!!

- Ah, então quer dizer que você estudou vários anos com ele e sempre o tratou assim?

- Isso mesmo, doutor. Coisa de criança!

E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Oswaldo:

- Então você tá detido também.

Aí foi minha vez de intervir:

- Mas meu Deus, o que foi que ele fez?

- BULLYING, por ter te chamado de quatro-olhos por vários anos durante a escola.
Oswaldo então se desesperou:

- Que é isso seu policial, a gente é amigo! Tem amigo, por exemplo, que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

Foi nessa hora que eu vi o "Jairzinho Pé-de-pato" chegando perto da gente com 2 quilos de alcatra na mão. Eu, já vendo o circo armado, nem mencionei o “Pé...” pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Oswaldo algemado já chegou falando:

- Que porra é essa negão, que diacho que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, foram os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO. "


Ao examinar a situação torna-se claro que os problemas mais sérios e urgentes encontram-se em conceitos superficiais e ridículos evidenciando cada vez mais que somos resultado de um país colonia sem educação no sentido lato da palavra, e dos princípios rígidos de moralidade e respeito à dignidade humana em que somos todos estimulados a assistir a política da imoralidade, improbidade, corrupção, impunidade e desigualdade social crescente com naturalidade e omissão, entretanto, dizem por aí que estamos em fase crescimento geral.

Interessante que, quando era criança todos me chamavam de "zoião e sabiá" , fosse em casa, na escola ou entre meus amiguinhos, e até o momento não processei ninguém, foi bullying minha gente!

A sociedade me deve esta...

-A quem e onde devo fazer a denúncia mesmo?

Muito obrigada meu amigo guru pelo alerta, agora ficarei atenta à tudo e à todos.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

EDUCAÇÃO SUCATEADA

Dia desses viajando em meus pensamentos notei quanto a Educação está deprimida, em seu sentido maior: "educar". Já que diuturnamente dá um passo para frente, e uns dez para trás seguindo em direção ao nada e compreendendo o porque de agora ser, SUCATA , seu novo nome.



Hoje, tudo que apresentam como NOVO através dos meios de comunicação com euforia, percebe-se as inúmeras teorias já discutidas, recusadas, assim como experimentadas em praças,encontros, seminários, congressos, jornadas , etc., além de contar as que deram certo quando aplicadas (Anísio Teixeira, Paulo Freire, Arnaldo Niskier, Paulo Renato, Cristóvão Buarque e tantos outros) ao incentivarem a sociedade fazer a hora.



Visto que, basta notar e comparar, o desempenho oral e escrito daqueles cujos ideais são considerados jurássicos, e os moderninhos educacionais frutos das desesperadoras políticas do faz e do desfaz daqueles gestores que entram e saem a cada tempo exigindo que se apresentem novidades para o milênio, já que possuem momentaneamente o direito de controlar tais ações.



Boa parte da história da educação desse país se contradiz , ou apenas a cada tempo mudam os nomes dos projetos ou propostas educacionais, já que carregam os reflexos das mesmas teorias que já foram provadas e aprovadas pela sociedade tempos atrás, como por exemplo:



- As Escolas Técnicas, na ênfase do ensino da Ética, da Moral, da Política, do Civismo abandonado, da Economia, ensinamentos contra o preconceito setorial, (homofobia, racial, intolerância religiosa, etc.), os quais deveriam proporcionar valores imprescindíveis para o cidadão se tornar completo, ajudar o seu país a crescer em todos os âmbitos, o que consequentemente trarão benéficies individuais ou de grupos deixando para trás, o hábito da mendicância cultural, intelectual e principalmente material.



Todavia, o confuso ir e vir dessas teorias estão direcionando o sistema educacional na mão de um sucateamento generalizado, onde o professor é desrespeitado a cada minuto por seus superiores através de atitudes indignas e antiéticas, pela infidelidade de seus colegas de trabalho, por alunos desinteressados em um futuro melhor onde os valores são calcados na vulgaridade e libertinagem, o comportamento omisso da instituição (escola, faculdade, universidade, etc) como um todo , somados a ignorância da sociedade tirando o equilíbrio cognitivo conciliador, fator imperativo para o desenvolvimento social sólido e o fortalecimento da cidadania de um país democrático de direitos.



Muitos são os casos que assim o provam, entretanto, ninguém quer assumir ou saber de onde surgem as falhas que provocam o sucateamento da educação. Exceto se houver muita grana para ser repartida entre os grandes cursos preparatórios disso ou daquilo.



Mas vale sugerir aqui, que sejam oferecidos aos velhos, aos jovens, aos professores, às organizações de ideais similares que estes sigam aos centros, aos clubes, às escolas, às praças, etc, incentivos e oportunidades para discussões, debates, conversas informais ou até mesmo piadas que focalizem, apontem, evidenciem a real situação das instituições e dos atores que compõem o cenário do sistema educacional nacional.



As idéias e ideais são feitos de lutas pelo comum, e só assim acontecerão as tão almejadas mudanças para o novo milênio educacional, onde o nascer de um sentimento de unidade e consideração por tudo e por todos finalize com o AMOR pela arte de "ensinar e de aprender" aconteçam com qualidade, eficiência e respeito mútuo ultrapassando as barreiras do egoísmo ou do descaso frente as desigualdades de toda e qualquer espécie.



- Quem sabe assim as provas ou concursos que acontecem a toda hora possam obter um melhor resultado?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ALEGRIA! ALEGRIA! O CIRCO CHEGOU!!!

Tempos bons aqueles, em que um circo independente de sua situação econômica contagiava as cidades (grandes ou pequenas), com a sua chegada triunfal, em desfile trazendo à frente seus palhaços, pernas de pau malabaristas, bailarinas, comedores de fogo, trapezistas, mulher gorila, mulher barbada, mulher jamanta, globo da morte com seus motoqueiros fabulosos, e. até alguns animais domésticos e selvagens.

Lógico que esta última referência encontra-se legitima e justificadamente proibida. O que aliás em nada influencia na beleza e cores da alegria proporcionada nos grandes ou modestos espetáculos que iriam apresentar ali.

O grande número de adultos e crianças encantavam-se paralizados, frente ao desfile aguardando a rápida montagem da lona , e assim correrem à compra de ingressos.

Quando abriam-se as lonas... era uma loucura!

Somente para ouvir o locutor oficial anunciar:

"Respeitável público este é o maior espetáculo da terra"

Gritos, risos, aplausos, pipocas, pirulitos, churros, maçã do amor, lingua de sogra, etc, se misturavam a uma euforia e ALEGRIA geral até o encerramento do espetáculo com pequenos empurrões à porta de saída eo humor dos que assistiram totalmente a flor da pele.

Entretanto meus amigos, a nova visão do mundo neste milênio, com sua evolução imediatista, desenfreada, onde todos sentimos dificuldades para acompanhar seus movimentos científicos e tecnológicos globais, podem eeem fração de segundos nos colocar em situação de vergonha, tristeza, desarmonia e insegurança, até mesmo sob as lonas de um circo que visa proporcionar diversão à todos.

Tudo parecia contaminado pelo stress desrespeitando, o direito, daquelas pessoas que se puseram em situação de excluir, pelo menos naquele momento, ao lado de sua família e amigos, do mal do século. ( o tal do stress).

Na verdade foi para mim, um desprazer presenciar lutas de palavras maledicentes aliadas a cenas de violência daqueles que não souberam, ou no mínimo deveriam apreciar a proposição do que seria o agradável , o belo ou até mesmo inesquecível.

Fui obrigada a presenciar um ringue onde o capacete de uma moto, passou a ser o chicote na mão da fera, invertendo-se os papéis , onde quem estava em cima da cadeira era o homem e quem possuia o chicote era o temido Leão que sequer faz parte do circo.

Um espetáculo lamentável da falta de educação e respeito, onde apenas um capacete atinge uma criança cujo resultado graças a Deus teve pequenas proporções.

Isto no setor de cadeiras, onde o custo deveria garantir maior segurança e conforto , o que pouco valeu para preservação e segurança do bem maior do ser humano, ou seja, a vida.

Certo é que, só a titulo de observação , a comunidade circense soube reverter a situação não permitindo o avanço do incidente para felicidade dos que desejavam apenas assistir ao espetáculo sem que o brilho dos artistas fosse ofuscado.

A proibição dos animais como atração para o circo encontra-se em lugar inverso.

O bicho homem em seu sufoco em acompanhar as trasnformações velozes e furiosas necessita com urgência impor sua importância transcendental de conservação e respeito à tudo aquilo que o cerca.