Tempos bons aqueles, em que um circo independente de sua situação econômica contagiava as cidades (grandes ou pequenas), com a sua chegada triunfal, em desfile trazendo à frente seus palhaços, pernas de pau malabaristas, bailarinas, comedores de fogo, trapezistas, mulher gorila, mulher barbada, mulher jamanta, globo da morte com seus motoqueiros fabulosos, e. até alguns animais domésticos e selvagens.
Lógico que esta última referência encontra-se legitima e justificadamente proibida. O que aliás em nada influencia na beleza e cores da alegria proporcionada nos grandes ou modestos espetáculos que iriam apresentar ali.
O grande número de adultos e crianças encantavam-se paralizados, frente ao desfile aguardando a rápida montagem da lona , e assim correrem à compra de ingressos.
Quando abriam-se as lonas... era uma loucura!
Somente para ouvir o locutor oficial anunciar:
"Respeitável público este é o maior espetáculo da terra"
Gritos, risos, aplausos, pipocas, pirulitos, churros, maçã do amor, lingua de sogra, etc, se misturavam a uma euforia e ALEGRIA geral até o encerramento do espetáculo com pequenos empurrões à porta de saída eo humor dos que assistiram totalmente a flor da pele.
Entretanto meus amigos, a nova visão do mundo neste milênio, com sua evolução imediatista, desenfreada, onde todos sentimos dificuldades para acompanhar seus movimentos científicos e tecnológicos globais, podem eeem fração de segundos nos colocar em situação de vergonha, tristeza, desarmonia e insegurança, até mesmo sob as lonas de um circo que visa proporcionar diversão à todos.
Tudo parecia contaminado pelo stress desrespeitando, o direito, daquelas pessoas que se puseram em situação de excluir, pelo menos naquele momento, ao lado de sua família e amigos, do mal do século. ( o tal do stress).
Na verdade foi para mim, um desprazer presenciar lutas de palavras maledicentes aliadas a cenas de violência daqueles que não souberam, ou no mínimo deveriam apreciar a proposição do que seria o agradável , o belo ou até mesmo inesquecível.
Fui obrigada a presenciar um ringue onde o capacete de uma moto, passou a ser o chicote na mão da fera, invertendo-se os papéis , onde quem estava em cima da cadeira era o homem e quem possuia o chicote era o temido Leão que sequer faz parte do circo.
Um espetáculo lamentável da falta de educação e respeito, onde apenas um capacete atinge uma criança cujo resultado graças a Deus teve pequenas proporções.
Isto no setor de cadeiras, onde o custo deveria garantir maior segurança e conforto , o que pouco valeu para preservação e segurança do bem maior do ser humano, ou seja, a vida.
Certo é que, só a titulo de observação , a comunidade circense soube reverter a situação não permitindo o avanço do incidente para felicidade dos que desejavam apenas assistir ao espetáculo sem que o brilho dos artistas fosse ofuscado.
A proibição dos animais como atração para o circo encontra-se em lugar inverso.
O bicho homem em seu sufoco em acompanhar as trasnformações velozes e furiosas necessita com urgência impor sua importância transcendental de conservação e respeito à tudo aquilo que o cerca.
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