sexta-feira, 6 de julho de 2012

CORRIDA PARA O CURSO DE DIREITO E A CONSCIÊNCIA

Enquanto são observados auditórios lotados para o vestibular do curso de Direito , evidencia-se também que, muitos dos fazedores de provas, hoje denominados "concurseiros" e enriquecedores de cursinhos preparatórios, ali presentes, sequer pesquisaram de fato, sobre os caminhos que irão percorrer com a nobre profissão, ou simplesmente, partem para outra de origens diferenciadas, provocando choques de consciência , em futuro bem próximo.

Muitos alegam que estão apenas visando adquirir um diploma de terceiro grau, e ficar livre das cobranças diárias dos pais, ou até mesmo, da sociedade, já muitos deles estão com suas funções, desejos e caminhos definidos para resolver seus problemas econômicos. 

- E o bom-senso para onde foi?

Daí surge, a explicação veemente de se ver empurrar para mercado de trabalho os "desajudantes" da lei e da ordem social nacional , cujos elementos apenas visam o quantum conseguirão se apropriar dos possíveis clientes que lhes confiarão situações cujos resultados soem positivos e favoráveis às suas necessidades momentâneas.

Lógico. Devem ser considerados maravilhosos, pois passaram na famigerada e classista prova da OAB,  pois, ao se comparar com a profissão do Médico, o qual logo exerce suas funções, com probabilidade de vencer em suas lutas diárias, ou até mesmo quando sua incompetência a terra acoberte ( fato este que não exclui o advogado de tal evento), se as soluções forem errôneas em grandes proporções, pois é inerente ao ser humano o sentimento da autotutela.).

O mais importante, entretanto, encontra-se na incompatibilidade da grande quantidade de advogados, com sua baixa eficiência de resultados, diante das exigências sociais advindas do mercado de crescimento rápido, e globalizado, cujo circuito da competição encontra-se na atuação sob os efeitos da pura Democracia, e, do respeito à dignidade do indivíduo ensejando o caminho da vitória da paz e  da justiça alcançando assim, o bem estar social.

Todavia, a questão maior fixa-se, no conflito interno de cada indivíduo, quanto aos caminhos e meios a seguirem, enquanto, a sofisticada profissão de colaboradores da lei e da ordem seguem  sem foco  representando mais uma armadilha à nação, que grita por desenvolvimentos mil  acompanhando a dinâmica da globalização, de fato e de direito sagrando-se vitoriosos diante das disputas e desafios do cotidiano.

Finalmente fica o comento, sobre a especie de poder da instituição básica do Direito, para aquelas pessoas que ao fazerem seus próprios trabalhos orgulharem-se deles, em seus próprios limites, mas com alto teor de desejo consciente para o sucesso.


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