segunda-feira, 22 de junho de 2009

EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA?

Desde os primórdios, a evolução cultural, social e econômica das sociedades focaram-se na "educação", e ao longo dos séculos filósofos, professores, educadores (Aristóteles, Sócrates, Platão, S.Thomas de A'quinos, Confúcio, Descartes, Juan Amos Comenius - pai da moderna pedagogia, Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, e tantos outros.) e, todos os atores envolvidos nos processos educativos percorreram um longo caminho em busca de formas para o desenvolvimento total do cidadão, seja no fator cognitivo, seja na sua construção ética e moral.
Em reconhecimento à todas essas contribuições fixa-se a tese de que "deve-se ensinar tudo a todos", o que significa reproduzir e distribuir o conhecimento, para que assim seja possivel uma melhor compreensão entre os povos, refletindo e agindo com responsabilidade social e ética, com o poder de construir e agir nas rápidas transformações do mundo moderno.
Não seria diferente no sistema nacional a partir do surgimento da LDB, FUNDEB, ENEM, EAD e tantos outros meios que também possam contrapor as dificuldades enfrentadas pelos que desejam se enveredar pelo desconhecido, por muitas vezes são recebidos sem a excelência de ensino apesar do Estado propor em suas ações práticas incentivos para a capacitação, reciclagem, especialização, etc. dos professores, e ,estes quando retornam às suas práticas nada mudam.
Destarte, em um país Democrático de Direito é dever de todos observar os constantes desatinos praticados pelos docentes que se propõem em seus treinamentos afirmar que o cidadão tem capacidade de se expressar em conformidade com sua compreensão, principalmente após tantas reformas e recursos oferecidos pelo sistema educacional nacional com o intuito de melhorar o processo ensino X aprendizagem.

Entretanto, isso não acontece, e só para exemplificar, é notório que, alguns professores veem apresentando distorções sobre o significado de avaliar e mensurar, bem como, o de expressar com nitidez o que seus alunos devem apresentar nas aulas práticas ou teóricas, e assim, lançam-se de números (notas), sem um mínimo de bom senso. Escolas de Ensino Fundamental, Ensino médio e Faculdades (in casu) ou Universidades.

Acredita-se que, para se avaliar ou mensurar o desempenho de um aluno é necessário que o professor tenha consciencia do que realmente almeja implicita e explicitamente para ajudar no seu desenvolvimento cognitivo, fazendo com que esse deseje fazer uma reflexão sobre os temas abordados em classe, momento este de grande importância, e que também, o professor aceite suas experiencias anteriores restando-lhe apenas o direito ou dever de polir uma pedra que por vezes possa parecer em estado bruto, onde isto quer dizer que não deve considerá-lo uma tábula rasa , e sair distribuindo "zeros" nas situações em que parte das tarefas forem cumpridas é necessário observar o todo. (cognição e comportamento do aluno)

Professores e alunos cansados e esgotados devem selecionar e trabalhar os conteúdos para uma avaliação contínua, com atividades interativas mais amenas, e assim, possibilitar uma construção progressiva para o bom desempenho cognitivo. Há no contexto, um caráter singular do Direito do professor ensinar, ( a matéria e vivência), e o Direito do aluno aprender em gestos e críticas dialogadas, evitando imposições, respeitando a heterogeneidade destes alunos que o transforma em heroi ou vilão.

Vale dizer que, uma Educação Democrática evidencia-se por Deveres e Direitos estabelecidos para ambos, como diz a 5ª Lei de Isaac Newton : "Toda a ação provoca reação com a mesma força e a mesma intensidade".

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