quarta-feira, 24 de junho de 2009

QUAIS SÃO OS VALORES DE NOSSA CULTURA?

É visível, a triste sensação de que a cada momento, a vida brasileira , dos seus nativos, sua história e costumes se perderam no tempo. Seja no âmbito da família, escola, trabalho, arte ou política, bem como no seu cotidiano. Não é possível mais preservar e conceber a idéia ou ideologia de seus cidadãos.
Um país grandioso como este, em que tudo que planta dá, (carta Pero Vaz de Caminha), perde-se pelo fato de não saber ou desejar conservar suas tradições culturais com a força de quem luta em uma guerra, como nos diversos países espalhados pelo mundo. Deixa-se levar pelos apelos medíocres do consumismo generalizado do meios de comunicação.
No Brasil não se cultiva o hábito de preservação das memórias, nem mesmo de suas família, já que em sua maioria desconhecem seus antepassados, aliás diga-se de passagem, nem sobre a primeira geração sabem explicar e identificar.
Assim também acontece frente as tradições culturais tão valorosas como a música, a arte, o folclore, sendo este último o tema principal do comentário, embasada no mapeamento regional deItamaraju quanto ao comportamento de sua sociedade no São João.
Até pouco tempo atrás havia registros de que a comemoração do S. João ecoava como a mais importante e tradicional da cidade de itamaraju, (extremo sul do estado da Bahia), em que todos (rural e urbano) estavam envolvidos neste movimento sócio-cultural, superando as festividades natalinas e carnavalescas, a partir das residências abrindo suas portas para os vizinhos beberem seus licores e quentões, comerem das deliciosas carnes de sol frita com aimpim, canjicas, bolos de puba e aimpim, milhos e amendoins cozidos e assados; - os comerciantes lotavam suas lojas das mais lindas vestes e calçados ;- as ruas enfeitadas de bandeirolas coloridas e balões, palhas de coqueiros e barraquinhas onde suas quadrilhas ali dançavam alegremente, com intuito de concorrer com outras em bairros diferentes, sem contar que, a Administração Pública dava sua cota de participação oferecendo na praça principal safoneiros e conjuntos que só tocavam forró, a música típica do S.João. O frio e a chuva do inverno não tinham força suficiente para furtar a alegria contagiante do povo, independentemente das classes sociais abastadas, ou não. Todos eram invadidos por uma única energia, a da felicidade irrestrita.
Hodiernamente, os vestígios saudáveis e agradáveis da miscigenação, in terris brasilis, esvaem-se pelo avanço dos meios de comunicação e tecnologias da reinvenção, quando afirma que as mudanças são necessárias para acompanhar o mundo globalizado pairando no ar a pergunta:
- Para quem, ou qual será o beneficio de uma sociedade perder a sua identificação cultural?
Certo é, que alguns argumentam a crise financeira, a violência, a exclusão social, a política, rendendo-se aos ritmos do axé, do arrocha, do pagode, do funk, ( todos com sons monossilábicos), que se caracterizam impróprios para festa de forró de S.João, remetendo seus participantes aos excessos, às pancadarias dos policiais, os quais deveriam garantir a segurança dos que estão se divertindo com lisura ao lado de seus familiares e amigos, afastando-os das ameaças trazidas pelos apelos da promiscuidade, do alcoolismo, do uso indiscriminado de drogas ilícitas pesadas aos olhos de todos, e, outros, sem o devido princípio da preservação cultural, argumentam que tudo não passa de uma grande bobagem quando afirma não precisar disso para continuar sua insignificante vida, e tão pouco contribuir de alguma forma para preservação da história de seu povo.
Assim, o São João de Itamaraju de 2009, foi um paradoxo do bem e do mal, enquanto alguns lutavam para preservar a tradição do forró como do bairro Santo Antônio do Monte, com sua cantora itamarajuense, ILANA QUEIROZ, animando com seu profissionalismo aos poucos que lá estavam para dançar prestigiando seu trabalho, e que deve ser parabenizada ao lado do presidente da Associação, outros ( a maioria) estavam atrás do trio paradoxal, que apresentava sua banda Quarto de Empregada, acompanhados das baixarias próprias da utilização dos elementos dos descaminhos já comentados, e nada haver com o FORROZÃO DE LUIZ GONZAGA, tão bem preservado pelos estados de Sergipe, Alagoas, Fortaleza e Pernambuco deixando uma ponta de inveja para quem não mais o faz, deixando para tras tudo que há de bom e agradável desta época junina, cujos valores vinham da força da família e do seu trabalho.

Para concluir, muitos cidadãos itamarajuenses cegam-se, e pretendem continuar gerando uma massa acrítica de ocupação mantendo a sociedade à margem da educação, lazer e saúde, e impotentes para preservar seus valores culturais, a não ser o imediatismo, vestígio dos tempos do ouro cacaueiro.








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